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Flor da Palavra
é um delicado ecosistema de comunicação e solidariedade que ajuda a unir as vozes dos movimentos sociais e outras formas de artevismo latino americanas. Se fertiliza através de uma lista de discussão na Internet (
https://lists.riseup.net/www/info/palavra), e encontros locais, chamados Flores. Um Caracol, espaço de convivência da rede, está brotando da Ilha de Outeiro, Caratateua, Belém do Pará. Participe!
Caracol - espaço de convivência da rede
O caracol era para os indígenas um meio para comunicar-se em diferentes modos. Quando haviam festas, reuniões ou problemas, anunciavam através das conchas de caracol. Quando há insegurança ou para alertar as pessoas, usavam o caracol. Claro que tem seus diferentes sons. Se é para uma reunião há um som diferente que para uma festa. Se é para alertar as pessoas é outro. Então nossos antepassados usavam este caracol com muita inteligência. O caracol tornou-se um meio importante para se comunicar. Porém também usavam o caracol para escutar ou para receber mensagens. Então, essa importante tradição que tinham nossos antepassados, nós, como Exército Zapatista de Libertação Nacional, decidimos também retomar esta cultura, essa história. Decidimos recuperar essa recordação de nossos antepassados. Esse meio foi roubado, foi destruído, foi pisoteado pelos invasores espanhóis. (...) O Caracol significa um meio de comunicação para comunicar a nossas bases de apoio, mas também para comunicar-nos com todas as organizações de diferentes estados do país sobre todos os indígenas do México e também serve para comunicar-nos com todas as organizações dos diferentes países do mundo. Este centro é uma coisa muito importante dentro dessa luta zapatista. Porque nos demos conta de que durante dez anos de vida de Aguascalientes permitiram desenvolver a luta política nos diferentes níveis também. Por isso vimos que é necessário mudar o nome, cancelar o que era Aguascalientes e agora passar a chamar caracol, que significa uma coisa maior que Aguascalientes. Porque este centro, esse Caracol, é um centro de encontro político, social e cultural com todas as pessoas e com todas as organizações que desejam visitar, que desejam compartilhar experiências.
Em um dos comunicados zapatistas, em julho de 2003 explica-se o que é o Caracol: significa uma voz para fazer escutar e para escutar. Que significa também uma janela para nos ver de dentro, e de dentro para fora. Também significa uma porta para entrar e para sair. Nós, os zapatistas, conhecemos que as organizações sociais de diferentes estados do país e dos diferentes países do mundo tem manifestado sua solidariedade com a luta zapatista. Então, esta aí onde se vê a necessidade e a importância da luta zapatista que se reestruturou para que o encontro com outros se realize para poder trocar experiências do trabalho, de luta.” (Trecho de uma entrevista a Junta de Bom Governo em:
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2005/12/340703.shtml)
Última mensagem da lista sobre o Caracol (12 de março de 2009) - série de imprevistos quanto à compra do terreno, 6 pessoas e 1 cão na casa.
Planejamento e fragmentos de relatos enviados á lista
Chamado
Ajuri no Caracol de Outeiro
A rede Flor da Palavra convida todos e todas a participar do ajuri de construção do primeiro caracol no Brasil na Ilha de Caratateua (Outeiro), Belém (PA) a partir de janeiro de 2009. Os "caracóis" são as sedes para a organização da autogestão nas regiões zapatistas em Chiapas (México), unindo os seus municípios e comunidades autônomas e facilitando a comunicação dos povos indígenas com a solidariedade da sociedade civil nacional e internacional. O "ajuri" é uma prática tradicional dos povos caboclos e indígenas da Amazônia, conhecida por muitos como "mutirão", na qual grupos e indivíduos se unem em solidariedade para, por exemplo, "limpar" o terreno para a nova roça.
No Outeiro o ajuri é para comprar um terreno e iniciar a construção física e humana de um espaço permanente que sirva para voluntários e moradores cultivarem a autonomia local e a comunicação com outras lutas. Uma forma de solidariedade é enviar doações para a compra do terreno pelo paypal: Ao fazer algum depósito por favor comunique a rede Flor da Palavra através do e-mail coletivo palavra-AT-lists.riseup.net, que também é aberta a novos inscritos para a tecitura desta e outras ações. Em janeiro os voluntários já podem ir a Belém, para ajudar na compra e na construção do caracol, debater com a população local, e iniciar ações visando fortalecer a sua autonomia. Não há uma preparação ou planejamento prévio para receber os voluntários, então é bom levar barracas, alimentos e contribuições diversas para a futura estrutura do local, como computadores velhos, sementes e ferramentas para horta, livros para biblioteca, materiais de bioconstrução, oficinas, rádios livres, filmadoras e outras iniciativas para já dar início às práticas autonomistas. A organização está sendo colaborativa e horizontal, então todos são igualmente responsáveis pelo que vier. O auge das atividades deve ocorrer na época do Fórum Social Mundial.
Existem já iniciativas para que o caracol seja também um encontro de grupos autônomos, de rádios livres, e de coletivos do Centro de Mídia Independente e outros grupos, como o submidialogia. A rede lembra que a revolução, para o EZLN, resulta "da luta em várias frentes sociais, com muitos métodos, sob diferentes formas sociais, com graus diversos de compromisso e participação" e destaca a importância de que o principal encontro seja com os povos que moram e freqüentam a ilha. Caratateua (Outeiro) é administrada por Belém, estando ligada ao centro por 18 km e uma ponte inaugurada em 1986. Tem uma população de 16.665 (dados da prefeitura de Belém de 1997) distribuída nos bairros Brasília, Itaiteua, Tucumaeira, Fama, Fidélis, Água Boa, Primavera e Água Cristalina, que combinam aspectos da vida rural ribeirinha (como pesca e produção de açaí) com a urbanização ligada à expansão do turismo popular. Sofre com problemas de infra-estrutura, saneamento básico e outros ligados ao seu perfil de região "pobre" (do ponto de vista dos "ricos") e não prioritária para o Estado.
Reflexões oriuendas da lista
Caracol da Iha da Batata Grande
Monica:
Imagino uma boa biblioteca com atividades de pesquisa e divulgação da história das lutas na região, debates sobre o que significa “autonomia”, “autogestão”, “poder popular”, “democracia direta”, “federalismo”, os males da centralização do poder (...) Claro que não devemos desenvolver nossos discursos e apresentá-los prontos aos caratateuenses, mas construir com eles. Porém, é muito necessário que divulguemos entre eles a tradição libertária: penso que essa é a melhor via para que eles nos ajudem a descobrir as potencialidades emancipadoras dos povos amazonidas, e reconheçam suas tendências autoritárias e as condições geradoras de dependência em relação ao capital externo. (...) Discutiu-se sobre a necessidade de pensarmos sobre o problema do trafico e da relação entre drogas e violencia entre os jovens de Caratateua.
Erasto:
1. Comunicação: sobretudo retomar o sítio e uma articulação com organizações e coletivos irmãos que podem trabalhar em parcerias. É preciso termos uma cara para o mundo, inclusive tentando definí-los para os irmãos que não se federaram à esta lista. 2. Caratateua: é preciso ter em mente quem é o "Oficial Comandante" daquele "território rebelde", a quem devemos nos reportar, sabermais notícias, durante o período que não houver multirão. É preciso ter uma agenda com período em que outros irão e etc, tal como um grupo responsável para dizer-nos (nós que estamos longe) os próximos passos físicos e etc. 3. Revista: fiz uma proposta há algum tempo de fazermos uma revista A Flor da Palavra, sobretudo pelo fato de alguns de nós escrevermos artigos, ensaios, poesias e etc. Daí pensarmos numa revista semestral que possamos disponibilizar virtualmente e discutir a realidade social, cultural e politica brasileira, mas também teoria, revolução e etc. Um espaço de divulgação de nossa idéias e prática. Daí pensar num coletivo para isto.
Alexzapa:
Acho que o que somos ainda está por ser definido ou não definido...Se somos uma rede, um rizoma ou uma raiz não interessa bem...Acho que o que interessa é estarmos organizados. Aprofundar os conceitos e analisar mais a fundo os processos intrínsecos à Flor.
Relatos
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/01/439767.shtml
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/02/440028.shtml
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2009/01/439714.shtml
Atividades Futuras
No mês de julho de 2009 planeja-se uma série de atividades no local, entre a contrução do espaço físico do Caracol, com oficinas e grupos de estudo.
Atividades sugeridas:
Debates sobre “autonomia”, “autogestão”, “poder popular”, “democracia direta”, “federalismo”, e "os males da centralização do poder ".
Grupo de estudo sobre zapatismo
Oficinas de permacultura: bioconstrução, compostagem, horta medicinal, horta comestível
Oficinas de mídia livre: cinema, rádio, eletrônica, hardware, stencil, servidores
Oficinas naturalistas: respiração, cozinha vegana, yoga
Construção de instrumentos musicais
Trabalho coletivo no sítio e wiki Flor da Palavra
Formação de um coletivo editorial para futura revista Flor da Palavra
Arrastão Cultural Tucuxi
Sub>Calendário da Rede
Flores temporárias e nômades
Curitiba - Brasil, 29 de novembro de 2008
http://caligeo.ufsc.br/wordpress/wp-content/arquivos/flor-folder-dentro.gif
Digna Rabia - México, dezembro 08/ janeiro 09
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2008/12/436231.shtml
29 de dicmbre
La rabia se hizo evidente y se volvió guitarra y corrido, los machetes de Atenco hacían sonar sus tonos metálicos para acompañar el canto de la indignación y la dignidad a la voz de "Presos Políticos Libertad", y "Zapata Vive la Lucha Sigue" el FPDT Frente de Pueblos en Defensa de la Tierra, nos recordó que una de las primeras máximas de Zapata sigue tan vigente como cuando fue proclamada, Tierra y Libertad. Tierra que no será vendida y que sin miedo será protegida por sus legítimos dueños los pobladores de San Salvador Atenco y Libertad para los presos políticos que continúan condenados a muerte (en la realidad) con motivo de las sentencias de 67 años y 112 años para los compas ADAN ESPINOZA, BERNARDINO CRUZ y HECTOR GALINDO. Se denunció que el acto de violencia cometido en contra del pueblo de Atenco fue un acto solapado por el gobierno federal representado por Felipe Calderón, organizado por el estatal representado por Enrique Peña, apoyado por la oligarquía política del país, y ejecutado por asesinos, la contestación sigue siendo manifiesta; lo más importante es que estos actos NO SERÁN OLVIDADOS, que la lucha y resistencia de otros es la lucha y resistencia de todos. La atmósfera aunque llena y movida de alegría por el canto y la esperanza, también y de la misma intensidad se encontraba impregnada de dolor y rabia, esto la hizo conmovedora, era inevitable escuchar al corazón querer salir del pecho y tragar saliva en un intento de que la garganta no se resecara. Gentes vivas y verdaderas, conocidas y desconocidas, en ese momento acompañamos el grito nunca más apagado, nunca más olvidado de una anciana de pelos muy blancos que como un roble se mantenía en pie y sentenciaba Zapata Vive la Lucha Sigue. A los corridos siguió el Hip Hop, irreverente, hipnótico pero sobre todo Rebelde, indudable arma de protesta, en este caso de dos chavos, que manifestaron y demostraron estar conscientes por medio de sus rimas y letras de la situación que viven, de cómo este sistema capitalista avasallador condena a las sociedades a una esclavitud televisiva, de que escritores homenajeados son cómplices, de lo directamente culpable que es de esta desigualdad que enajena, individualiza, reprime y asesina. El día 29 de diciembre estaba acabando, y después de recorrer las mesas y los espacios, intercambiar contactos, conocer más luchas y más historias llenas de dignidad, los nostálgicos y bailadores nos acercamos al foro 2 para escuchar al Panteón Rococó, ver bailar a los niños junto a los anarco-punks, y junto a campesinos al ritmo de "…en este mundo globalizadoooo, la gente pobre no tiene lugar…", fue una inyección de alivio, y una más de las razones para acompañar esta y todas las historias de lucha y resistencia, y el día finalizaba pero era apenas el preludio de la marcha de regreso a Chiapas y la continuación de la historia, al final de la participación el Panteón nos recordó "… este acto es un acto político, no nomás venimos a echar desmadre". En el festival de la "digna" en el DF, hubo rabia, hubo resistencia, hubo orgullo, y hay esperanza, de esta forma quiero decir que la gente real (la de a deveras, no la de la tele), los que ahí andábamos y ¿por qué no? Los que no andábamos y también ¿por qué no? Hasta los picnhes policías que estaban afuera del espacio del festival se enteraron que otro mundo es posible, y esta sucediendo….
Áudios
radiozapote@riseup.net / radiozapote.flujos.org
Saludos desde la ciudad de méxico, aquí unos links a las notas que hemos estado publicando sobre los días que ha permanecido el festival en esta capital, incluyen fotos y pronto videos. Abx solidarios.
http://radiozapote.flujos.org/node/592
http://radiozapote.flujos.org/node/591
http://radiozapote.flujos.org/node/590
cápsulas radiofónicas en español para la convocatoria de la digna rabia en audio:
http://radiozapote.flujos.org/dignarabiarzaudios
http://kehuelga.org/subir
http://kehuelga.org/descargaladignarabia/
Texto para lista sobre o festival da Digna Rabia
março de 2009, tati wells
Essa é uma entre multitudes de narrativas possíveis do festival internacional da "Digna Rabia"
Uma manifestação contra 20 pres@s em Oaxaca, em protesto ao recente endurecimento da força militar israelense em território Palestino, naquele mesmo dia repercutiu à noite, sob a luz de velas e latas de tinta spray, em uma manifestação própria (
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2008/12/436388.shtml), que saíria da Uniterra - a Universidade Indígena do estado de Chiapas - e seguiria até a praça central de San Cristóbal de Las Casas onde se concentram a maior parte dos prédios do governo, exigindo a libertação d@s manifestantes. Naquela praça de Chiapas, território zapatista, não houve somente um protesto para algo no futuro. Houve uma tranquila e plena ocupação de um espaço público para a auto-expressão e expressão coletiva, muitos lindos gestos de rebeldia criativa. Para mim, aquelas cenas no vídeo da câmera fotográfica de vivi - infelizmente não pude participar da marcha - foram o ápice da intervenção artística e midiática que presenciei no México, em frases e desenhos criados em movimento, incessantes, que de fato ocorreram dessa forma pelos quase 11 dias de festival, mas que expressaram ali, vivos e ágeis, o verdadeiro significado de uma digna raiva. A rua como um livro, história fazendo-se presente, em plena re-escrita.
A imagética contra-hegemônica e de rua mexicana, que adiciona ao realismo social a temática indígena, com suas vivas cores e motivos da natureza, co-existindo em grafites e stencils Zapata, Frida Khalo, mulheres e homens, milhos, estrelas, escopetas e palavras como revolução, sabotagem e vegetarianismo. Muitas menções à pres@s políticos e genocídios étnicos, como os de Atenco - até mesmo dentro do movimento feminista, representada pela transgênero Khrisna, a fala no festival não foi no sentido de um novo feminismo mas de violação de direitos humanos. Essas influências não são dessa geração, que perpassa muitas outras gerações anteriores de rebeldes artistas mexicanos, como os grandes murais públicos de Diego Rivera, David Alfaro Siqueiros e José Clemente Orozco, assim como os trabalhos gráficos de José Guadalupe Posadas e Leopoldo Méndez, que a partir dos anos 80 aprofundaram os temas nacionalistas e de oposição, culminando na aparição do movimento zapatista no ano de 1994, "reacendendo uma iconografia mexicana revolucionária e indigenista no movimento de arte: muito da arte pública mexicana entre os anos 60 e 80 significava antes de qualquer coisa uma arte pública, com formas largas e publicamente visíveis como murais e instalações ou facilmente reproduzíveis como silk-screen, stencils, fotocópias, serigrafias e fotografias." Organizações coletivas como Os Grupos, formado por cerca de 15 organizações na década de 1970, enfatizava "a importância do trabalho coletivo, menosprezavam a autoria individual, abraçavam novos gêneros como a instalação e a performance e levavam sua arte para as ruas", ou o movimento "Ruptura" que criticava a arte muralista promovendo mais liberdade artística de expressão.(1)
O primeiro grupo feminista artístico no México foi o Polvo de Gallina Negra, em 1983, fundado por Mónica Mayer e Maris Bustamante. "Elas (...) foram as pioneiras na formação de consórcios de artistas feministas e durante dez anos apresentaram o que denominaram de "montagens de momentos plásticos" sobre uma grande variedade de questões associadas à mulher, desde estereótipos da maternidade até o estupro. Alguns de seus trabalhos, como a performance A mãe do dia, de 1987, foram apresentados na televisão, o que permitiu que alcançassem um público de aproximadamente 200 milhões de espectadores. Outros grupos de arte feministas formaram-se a seguir, entre eles Bio-arte, Coyolxauhqui Articulada, e Tlacuilas y Retrateras".(2) Influenciado por essas feministas midiáticas, o méxico também gerou a primeira ciberfeminista latino-americana, Cindy Flores, que até o ano de 2004 clamava em seu sítio na Internet por vozes de resistência femininas(3). Um auto-denominado ciberzapatista, o mexicano de Tijuana - fronteira com os EUA - Fran Ilich, apresentou a trajetória de seu servidor autônomo colaborativo, possibleworlds.org, lançado depois de um encontro com Subcomandante Marcos e o EZLN, em 2005, durante o lançamento da Sexta Declaração da Selva de Lancadona, além de promover eventos que questionam fronteiras como Borderhack.
A oralidade indígena parece também ter influenciado o ativíssimo movimento de rádios livres do país, muitas em rede, como na etapa da Cidade do México do festival, no estábulo de Lienzo Charro, onde 8 rádios montaram uma Cápsula de Rádio Livre ou colocaram seus alto-falantes em carrinhos de supermercado, como a Rádio Kehuelga.
Mesmo não chegando ao ponto de conquistar de forma tática a mídia mais cobiçada dos ativistas, a TV, o movimento de mídia livre no brasil tem um cenário muito semelhante ao mexicano, parecendo ter preservado esse traço oral de sua etnia indígena, somada à africana, representada pela rica expressão musical. Stencils e cartazes contra-hegemônicos são encontrados em muitas das grandes cidades, como por exemplo na ação Retome as Noites (
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2008/05/420371.shtml) executado por diferentes coletivos feministas, ou as ocupações à empresas transnacionais realizadas pelas mulheres da Via Campesina, assim como nas ocupações por moradia. O trabalho colaborativo e em rede do movimento de programas e servidores livres, sem heróis ou heroínas, também assoma-se às múltiplas táticas midiáticas. A única pergunta que não quer calar é: Cadê nosso macunaíma?
Muitas das intervenções do festival da Digna Raiva foram temporárias, experiências coletivas de tod@s que participaram do festival. Atemporais quando registradas em canetas e vídeos, inesquecíveis quando vividas.
(1)
http://www.allacademic.com/meta/p_mla_apa_research_citation/1/0/8/9/1/p108917_index.html∞∞;
(2)
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-026X2003000100006&script=sci_arttext&tlng;∞∞= e
http://www.pintomiraya.com.mx/web_pinto_mi_raya/textosgenerales/textos_ingles/performancespolvo_eng.htm∞∞;
(3)
http://ciberfeminista.org∞;
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