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Centro Móvel de Metareciclagem

Metareciclagem

Metareciclagem é uma coisa simples, e ao mesmo tempo profunda e radical. No site do projeto podemos encontrar: "MetaReciclagem é principalmente uma idéia. Uma idéia sobre a reapropriação de tecnologia objetivando a transformação social. Esse conceito abrange diversas formas de ação: da captação de computadores usados e montagem de laboratórios reciclados usando software livre, até a criação de ambientes de circulação da informação através da internet, passando por todo tipo de experimentação e apoio estratégico e operacional a projetos socialmente engajados."

Ah, vocês vão dizer, é inclusão digital. É, e não é. Mesmo se muitas das ações de MetaReciclagem inserem-se no contexto da 'inclusão digital', existem diferenças de opinião entre @s metarecicleir@s sobre a validade do próprio conceito. Na verdade, os metarecicleir@s gostam de propor novas terminologias para coisas que já viraram vocabulário comum no Brasil, e em outros lugares do mundo. Parece ser uma forma de estimular reflexões, de evitar a facilidade ou a preguiça de usar um término geral - que já virou quase uma marca no caso da inclusão digital - para descrever coisas que nada tem em comum a uma com a outra. Debaixo do grande guarda-chuva da inclusão digital tem projetos e inciativas com objetivos e filosofias e ações totalmente diferentes.

Lógico, então, que as pessoas envolvidas com Metareciclagem (minha tendência é sempre falar 'o projeto' ou 'a Metareciclagem' mas acho que não seria correto neste caso… como o site explica, as pessoas não são a Metareciclagem, são pessoas que fazem Metareciclagem, e a Metareciclagem não tem sede, têm esporos, ou seja, pessoas que fazem Metareciclagem num lugar, envolvidas em planejamento, pesquisa e o mais importante, experimentação) tampouco gostem de falar de telecentros. Preferem dizer que criam redes a partir de ConecTazes. O que diferencia um ConecTaz de um telecentro é que não tem como objetivo proveer o simples acesso à internet. Bom, na verdade, acho que já existem muitos telecentros que visem oferecer um espaço para bem mais do que o simples acesso à internet, e também existem muitos términos diferentes para este tipo de espaço, mas o término padrão continua sendo telecentro. E virou uma coisa padrão mesmo. Por isso a necessidade de criar novos conceitos, e estar sempre questionando e inovando. A ConecTaz é especificamente uma intervenção que visa a criação de redes sociais de troca e conversas - pode ser permanente ou temporária, fixa ou móvel, mas utiliza-se de software livre por princípio.

Voltando ao início, para reforçar novamente: Metareciclagem é uma idéia. É também uma metodologia, um nome que algumas pessoas usam para definir e identificar uma maneira de lidar com a tecnologia. A beleza de ser idéia ou metodologia é a liberdade e a flexibilidade que isso proporciona para a aplicação da mesma. Metareciclagem também é um movimento que surgiu de baixo para cima e que permanece aberto a quem quiser participar. O que é inspirador na metodologia, na teoria, é que tenta ir além das supostas barreiras que separam as pessoas da tecnologia, especialmente as pessoas com menos educação, com menos recursos, e por meio de ações práticas, e conhecimento compartilhado, coloca as pessoas no controle, com a capacidade e a confiança para decidir o que elas querem fazer com as ferramentas. Desmistifica a tecnologia. Na Metareciclagem, tudo mundo pode – e deve – lidar com a tecnologia. Isso vai desde a montagem e a pintura das máquinas em si, até o uso dessas máquinas uma vez montadas e instaladas. Como diz um dos fundamentos da Metareciclagem, "nenhuma autoridade deve ser concedida àquele que entende mais sobre computadores".

A Metareciclagem é guidada por duas coisas, ao mesmo tempo objetivos e princípios – a autonomia e a sustentabilidade. As duas vem da apropriação. Autonomia, é a apropriação da tecnologia por comunidades e usuarios como "ferramenta de expressão, de produção simbólica, de efetivo domínio do saber-fazer e adaptação à realidade local". A sustentabilidade vem do ponto de partida dessa idéia, ou seja, a sucata tecnológica, da qual são construidos novos computadores, desta vez, que pertencem àqueles que as reciclaram. No mesmo tempo que é construido uma nova máquina, é construido um novo conhecimento, aberto e compartilhado, que também pertence àqueles que participaram do processo. Essa visão da sustentabilidade não é somente social e tecnológico, é também econômico. O processo de reciclagem do lixo tecnológico gera seu próprio lixo, que por sua vez pode ser vendido para gerar recursos. Os computadores reciclados também podem ser vendidos, como base de um empreendimento popular.

(depoimento de Tori Holmes à lista do Metareciclagem)

Também segundo a Wanderlynne (2005), eu posso chamar de metareciclagem QUALQUER COISA que se baseie nos seguintes princípios:

* desconstrução de tecnologia - abrir a calculadora da mãe com uma faca,
explodir um microondas, transformar lata de tinta em tambor, pincel em arma;
* transformação social - incomodar vizinhos, terrorismo poético, ajudar pessoas;
* conhecimento livre, documentado e compartilhado em rede - nessa lista
aqui, no drupal, em um blogue, no wiki, no scuttle.

Metamóvel

Metamóvel seria um veículo conhecimento e troca de experiências.

Ele rodaria entre as aproximadamente 200(?) escolas públicas do ensino médio do Rio Grande do Norte

hardware = abrir a caixa preta do conhecimento


Contexto Global

Todo o ano entre 20 e 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico é gerado em todo o planeta. a maior parte disso acaba no mundo subdesenvolvido. alguns dos destinos mais tradicionais para o lixo de hardwaree de computadores são a china, índia e nigéria. pode ser até 10 vezes mais barato para um "reciclador" embarcar num navio o lixo para a china do que dar fim nele propriamente em casa. com o mercado do e-lixo esperando crescer até 11 bilhoes de dólares até 2009, é lucrativo jogá-lo no mundo subdesenvolvido. segundo o Greenpeace, aproximadamente 4 toneladas de lixo eletrônico são descartadas a cada hora. a maioria dos países não possui leis que exijam o descarte apropriado de materiais, que vão parar em lixos a céu aberto. A Nigéria por exemplo recebe 500 toneladas de lixo eletrônico todos os dias, doados por países desenvolvidos para inclusão digital.

Chumbo, mercúrio, cádmio, belírio, arsênio, retardantes de chamas (BRT) e PVC são alguns dos materiais tóxicos mais comuns presentes nos eletrônicos e baterias, que causam diversos danos à saúde. quando derretidos, as máquinas emitem ainda mais tóxicos no ar, terra e água.

Anualmente, são produzidas 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico - um vagão de carga de trem que pode dar a volta ao mundo. Computadores, celulares, eletrodomésticos e outros equivalem a 5% do lixo total gerado pela humanidade.



Referências:

tornar o processo de uso de equipamentos eletronicos mais artesanal, divertido, humano. vamos entender que além do consumo de gadgets futuristas, simplemente existe um conhecimento que esta ligando pessoas de diferentes lugares, potencializando comunicação, expressão de contemporaneidade...

material sobre oficinas de metareciclagem

http://www.casabrasil.gov.br/oficinas/


1. Oficina Criação de Jóias com Peças de Computadores: http://www.casabrasil.gov.br/oficinas/files/OficinaCriacaoJoiasComputadores-ManualOficineiro.pdf

2. Oficina de Metareciclagem
http://www.casabrasil.gov.br/oficinas/files/OficinaMetaReciclagem-ManualOficineiro.pdf


Metareciclagem
http://www.metareciclagem.com.br
Projeto Metareciclagem RN
http://metareciclagem.org/wiki/index.php/MetareciclagemRN
Mídia Kombi - Tadzia (RJ)
http://www.idbrasil.org.br
http://oca.idbrasil.org.br/portal/
http://oca.idbrasil.org.br/wiki2/index.php/Rio_Grande_do_Norte_Rio_Grande_do_Norte

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