MidiataticaWakka : SubS

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$ubmidialogia$

text




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lastros somos da era do vil líquido, ao mesmo tempo em que nos encontramos em busca de energias renováveis, redescobrimos raízes em plena era pré-sal, em que nossos corpos entranham-se de biotecnocracia, militarismo, as populações marginalizadas cada vez mais oprimidas, enquanto em toda a américa latina fervilha uma cosmovisão radical, que rompe fronteiras tão impregnada de movimentos, que a podemos sentir abaixo. ecoando por dentro dos asfaltos. ocupando as ondas do ar, multiplicando bits e beats de resistência - a música, suprema prática e teoria unidas - semeando rebeldias... estamos em muitos lugares, nossos passamontanhas constestam as eleições de 2010, a agroindústria, os conglomerados de mídia, opressões de gênero, raça e etnia, a criminalização da maconha, do aborto e de qualquer contestação bem fudamentada. por vir, imanência, monadologia, pensar fazendo = fazendo questionando. conter e estar contido. a luta contra todo tipo de propriedade, moral, lógica, mas ainda assim fundando novos elos éticos, afetivos, sensoriais, elétricos - a consumir a mídia nossa de cada dia. nossa linguagem e língua. o genocídio escondido atrás dos fogos de artifício dos milenares chineses.
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passo-a-passo
Ou que o segredo da revolução é a alegria. Via campesina e soluções de agroecologia, tarifa zero e suas propostas de um transporte publico melhor para um planeta com menos monoxido, trens a ar, motores a agua, biologias das despoluição de rios e tudo o mais. Metarecicle-se.

1. Chamada pública para a composição de apresentações e oficinas para os 3 subs, em tantas linguas quanto possivel, estabelecer temas-eixos de trabalho
10 oficinas + 5 intervencoes, 5 dias cada

2. Comunicacao radical e poetica através de mídias livres (lambe-lambe, stencil, murais, outdoores, carros de som, mini transmissores de rádio e tv)

3. Levar para locais todas as pessoas que querem desenvolver submidialogias em suas cidades. Podem fazer parte da produção ou da programação, de um ou mais eventos. Isso fortaleceria uma continuidade de submidialogias. Que venham as pessoas de tefé, de córdoba, de buenos aires, de honduras, do mexico.... qual o diálogo que a mídia contemporânea, em todos os seus canais e sub>canais, tem com essas alternativas, em seus países e bairros e localidades? quais as aletrnativas que estão sendo tomadas? quais as industrias que não tomam alternativas nenhuma? e segue a carruagem, platô a platô....


4. Livro-Video-Site
Trampo coletivo na ultima edicao? mas trampi mesmo tipo discutir texto em lista e talz




projeto aprovado pela petrobras
http://pub.descentro.org/midia/submidialogias.pdf
temos um documento editavel?




Sub> Ilha de Valadares;Sub>Imirinzal;Sub>Arraial

A Ilha de Valadares pertence ao município de Paranguá, trata-se da ilha mais populosa da baía de paranaguá, com uma organização urbana e cena cultural bastante organica. Como todos os municípios do litoral, Paranaguá recebe royalties da Petrobrás, tem o segundo maior porto do Brasil, com um notável portfolio de desastres ecológicos, corrupção e exclusão social. Ilha de Valadares apesar de ilha não é considerada um cartão postal. Um Submidialogia lá seria uma ótima situação de retornar algo a comunidade. Data sugerida: MAIO 2010.

urge
encontros de ideias em IRC para planejar as acoes do ano, existem editais de intercambio para passagens abertos neste momnento (MINC) para grupos, precisamos saber tb o qaunto podemos contar de contrapartida do ).( e jah iniciar o trampo duro que eh a polinizacao entre redes, a tarefa operaria!
mais infos sub imirinzal e arraial sao desejaveis!

futuros
arundathi roy, eduardo galeano, saramago, vandana shiva, subcomandantxs zapatistas, remedios zafra, sadie plant, david garcia, barbrook, frijot capra sao todxs nossxs contemporaneos podemos ousar!
critical art ensemble (eua), la revolucion de la cuchara (colombia), cacita (mexico), etc group (canadá), altlawforum (índia), bricolaje sexual (espanha;chile), iconoclasistas e yomango (argentina) midia sana, videohackers, radios e tvs livres, midia indenpendente, flor da palavra, passa palavra, metareciclagem, g2g, basev, gpopai, donos da midia, gia, poro, mocambos, aparelho, editora pressa, baoba voador, artesaos digitais, coletivo sabotagem, anarquistas, hip hopers, mc lapide, cidadao comum, ministerio publico, ras b negron!! CULTURA DE RUA, DE TERRA, DE CORPO E DE CINÉTICA!!


trazer o FHC pra falar de legalização da maconha junto com tadzia, numa mesma mesa. tenho tambem a proposta de fazermos como o yesman, a coisa mais institucional possivel, chamar lula ou dilma pra falar de petróleo, chamar de tudo. e dai, a hora que eles chegarem.... hahah.... bem vindo ao caldeirão! tem a galera do bricophone, phillipe se nao me engano, gostaria muito que eles pintassem por ai. tem a galera do http://diybio.org/projects/ que o djahjah falou, acho excelente, fundamental. tem bicicletadas tem Lucia Fernanda Jofei - Kaingang pra falar como ninguem sobre povos indigenas e o regime internacional de acesso e repartição de benefícios. Ela é advogada e mestre em Biodiversidade e Conhecimentos tradicionais pela UnB. Membro do nucleo de advogados indigenas do brasil (NAI-INBRAPI) tem o ale com a casa (in)sustentavel dele no bonete tem esse japones aqui oh, que colocou o carro a agua pra rolar: http://motorblog.blogtv.com.mx/2008/06/16/genepax-desarrolla-motor-a-agua-mas-eficiente tem esse cara que ensina a mapear dna, otima oficina para os dias de hoje: http://events.ccc.de/congress/2007/Fahrplan/events/2329.en.html tem nosso amigo que fez pirai digital, franklin, dah pra pedir prelee dar um workshop pra ensinar as outras cidades, tem a pata de perro da colombia, tem a ateqqa do pakistao (ou o atteqa), tem jaromil , tem a2rt, tem comunidades alternativas brasil afora, pegar alguns modelos pra conversar, ministro pra falar sobre biocombustivel, marina silva pra falar sobre amazonia com a fernanda lá em cima e ver no que bicho dá
galera

petrobras

aproveitem

tem tambem a luisa hungar la da colombia, aquela
que namorava com o fran ilich, tem uma rfevistA muito
linda, chamada asterisco.
e tem tambem a galera do hardcore-rap do arterisco..
oh a onda rolando
seria bom tb alguemm de economia alternativa massa,
vou procurar alguem massa...

saude!

nao eh todo dia que a gente pode brincar de operar um país.

Johan van lengen, o arquiteto descalco, para o sub_meta_arraial. Vamos precisar ...

http://www.deugarte.com/david-de-ugarte

http://www.lasindias.net/indianopedia/Natalia_Fern%C3%A1ndez

http://www.chriscarlsson.com/


sub>subs
ceará, rio de janeiro, tefe, bogota, cordoba, quissama, SE (dia 25 de julho de 2010 marcha nacional do trabalhadxr rural ; MST )


fanzines / publicacoes online


proposta de lambe para ônibus e metrôs
e o que mais tivermos direito
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/09/455021.shtml

radio tarrafa http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/09/455382.shtml

cartazes

http://estudiolivre.org/repo/7455/transgenicos.pdf
(simona)

armas de distração massiva
http://2.bp.blogspot.com/_0vVKT_iqTC8/SpKCeBjJI7I/AAAAAAAAHLE/eikRYpQoNyM/s1600/televisaodistra%C3%A7ao.jpg
armas de distração massiva

ideias vindas da lista

Umas sete décadas atrás, Monteiro Lobato defendia com fervor que o Brasil deveria produzir petróleo e também o seu próprio ferro. Luta quase solitária.

Na época, era voz corrente no Brasil, tido como certíssimo:
- O Brasil não tem petróleo! A formação geológica simplesmente não abriga petróleo.
- O Brasil não pode produzir o seu próprio ferro. Pois que o carvão brasileiro é totalmente inadequado para a siderurgia.

Eram afirmações de técnicos e geólogos, mundialmente conceituados. Contratados pelo governo brasileiro para estudar estas questões. Cientistas de comprovada idoneidade. Quase todos estadunidenses, os Estados Unidos a maior autoridade em ambos os assuntos, petróleo e ferro. Os técnicos tinham proferido o seu veredicto! Ponto final, não adiantava insistir.

Azar brasileiro. Tão rico por natureza em todos os aspectos, nestes dois importantíssimos itens, tinha sido desprivilegiado.
A solução era importar derivados de petróleo dos Estados Unidos, na ocasião o maior produtor mundial. E exportar o minério de ferro, o melhor do mundo, pela altíssima concentração deste metal.
Autoridades idôneas tinham exarado suas sentenças. Não adiantava insistir.

Contra tudo e contra todos, Monteiro Lobato insistiu, mesmo assim. Mais por patriotismo que qualquer outra coisa, já que, como todos os brasileiros, era leigo nestes assuntos. Desconfiava que tudo não passava, de uma enorme armação.

No entanto, não podia ser tramóia! Todos que investigavam, com total honestidade, por mais que escarafunchassem, entendidos e não entendidos, brasileiros e não brasileiros, a conclusão era sempre a mesma: O Brasil não tem petróleo e não pode produzir o seu próprio ferro gusa. Verdade universal!
Quem ousasse discordar, era aloprado, de loucas e absurdas teorias da conspiração.
Hoje sabemos melhor. O Brasil produz petróleo, ferro e aço. Tudo não passou de uma enorme armação.

Que se sucederam. Veio o 11 de Setembro de 2001, certeza quase, uma armação. Vieram as armas de destruição em massa de Saddam Hussein, armação comprovada. Arma nuclear iraniana, armação em andamento.
E muitas outras "verdades universais". Passam batidas, nem sequer desconfiamos serem refinadas tramóias. Rarearam os Monteiros Lobatos, loucos partidários das teorias da conspiração. Com o agravante ainda, de uma rede globo e revista veja, que na época de Monteiro Lobato não existiam.

Atualmente fala-se bastante no aquecimento global, provocado pelo ser humano. E no pico petrolífero. Apocalipses da humanidade! Ou simples armação? Não sabemos.
Quem se meter a opinar pode incorrer em erro. São assuntos complexos e muitos interesses envolvidos. Como ficar sabendo quem são os entendidos e se estão sendo honestos nos seus dizeres?
Não podemos acreditar nem mesmo em renomados pesquisadores e cientistas. Podem estar de algum modo com o rabo preso. Não temos como saber a realidade.

A verdade, o que realmente vai acontecer, nem é importante. Em jogo estão interesses maiores, mais imediatos, mais significativos. E a verdade é apenas uma curiosidade, sem muito valor.
Se o mundo vai esquentar ou não, se o petróleo vai acabar ou não, isso só é interessante se render lucro, hoje! As verdades, sejam quais forem, têm que se amoldar a isso.

Assim, só resta esperar. Esperar o mundo esquentar e o petróleo acabar.
Se isso acontecer, é porque era verdade.

fonte: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/09/455370.shtml



Para muitos, petróleo é ouro negro. Já os africanos dizem que é merda do diabo.

Extrair petróleo é algo semelhante a cavar um poço para obter água potável. O que se encontra lá embaixo, não é um buraco com água, e sim terra molhada. Água que pode então ser bombeada.
Pouquíssimas vezes a pressão é suficiente para que a água jorre por si mesma para a superfície. Normalmente tem que ser retirada por bombeamento.
A água de um poço é completada indiretamente por água de chuva, infiltrada através do solo. E assim um poço pode ser usado por muito tempo sem que venha a se esgotar.

Esta é a principal diferença em relação a um poço de petróleo. O petróleo é finito, se acaba, não existe reposição.
Segundo a teoria abiótica, o petróleo não se acaba. Estaria sendo gerado continuamente nas profundezas, a partir de pressão calor e compostos inorgânicos. Mesmo que isso seja verdadeiro, a reposição é muito lenta. Bem aquém do que é extraído. E assim os poços secam do mesmo jeito.

Inicialmente é possível bombear bastante, depois cada vez menos. Forma-se vácuo na sucção da bomba, quase nada mais pode ser bombeado, ou vem água salgada. E o poço é desativado. Por vezes restando ainda bastante petróleo lá embaixo.
Existem métodos para fazer o petróleo fluir novamente, injetando gás, água, vapor etc. O que permite que mais petróleo seja extraído. Mas é pouco usado, principalmente por causa do custo mais elevado.

Assim como as pessoas não podem sobreviver sem água potável, a sociedade do automóvel não pode existir sem petróleo. Setenta por cento do petróleo extraído no mundo é destinado para o transporte de coisas e pessoas. Apenas dois por cento do transporte é feito por outros meios que o petróleo.
Se o petróleo ficar escasso, invariavelmente vai se usar menos transporte. Que até, é a mais dispensável de todas as aplicações que se faz do petróleo. É onde realmente é possível economizar bastante, principalmente em se deixando de usar automóveis e aviões.

A escassez mundial de petróleo, não está longe de acontecer. A grande dúvida é que não se sabe ao certo o quanto ainda pode ser extraído, mundialmente. E também, dada a crise econômica atual, não se sabe como vai ser a futura demanda por petróleo. Incertezas que tornam difícil fazer qualquer previsão.
Mas é certo que as descobertas importantes de áreas petrolíferas estão diminuindo. Assim como os demais recursos minerais, cada vez mais difíceis de serem obtidos.

Alguns dizem que o pico petrolífero já foi alcançado. Se isso for verdade, conseqüência imediata é que não vai haver recuperação na atual crise econômica mundial. Nem mesmo as mais sábias decisões políticas e financeiras podem criar um petróleo que não existe mais.
Quanto mais resolver as duas crises juntas, econômica e do petróleo.

Insubstituível, é o ouro negro do século XX. Já se tentou bastante encontrar algo tão, ou mais conveniente até que o petróleo, sem resultado. Petróleo é a melhor forma de energia portátil que existe. Achar que, quando a necessidade apertar, vai ser desenvolvida alguma forma de energia semelhante é ilusão. Não vai acontecer. Não na quantidade que o petróleo é usado atualmente.
Alguma coisa aqui e ali, hidrogênio, agro-combustíveis, gás natural, eletricidade, ar comprimido, carvão liquefeito etc. Mas tudo somado, vai ser reduzida fração do que se usa atualmente em petróleo. Uns dez por cento, talvez. Não mais que isso.
A não ser que se descubra algo totalmente inédito, faltando petróleo, estamos condenados a deixar de usar a maior parte das coisas que consomem os seus derivados.

O petróleo talvez dure mais do que muita gente pensa. Mas mesmo os mais otimistas concordam que, em trinta anos, o limite mundial terá sido alcançado. Consensos assim, já aconteceram várias vezes. E mostraram serem falsos. Não se sabe verdadeiramente, quando vai faltar petróleo.
Que sejam os trinta anos. Trinta anos para mudar o mundo, para uma realidade com muito menos energia. É tempo suficiente.
O futuro vai ser sem petróleo, sem a energia que ele pode fornecer. É assim que vamos viver, quer queiramos ou não. E não existe substituto.
A passagem para esse futuro vai ser extremamente traumática, se o mundo continuar usando petróleo como se ele nunca fosse acabar. Que é o que estamos fazendo.

Construímos estradas, pontes viadutos e aeroportos, sem pensar se em dez vinte anos ainda terão utilidade. Nossas cidades estão cada vez mais fundamentadas no uso do automóvel, sem sabermos por quanto tempo isso ainda vai ser possível. A indústria automobilística brasileira está a pleno vapor. Inventamos mil maneiras de consumir mais petróleo. Vivemos como se ele fosse eterno, achando que não vai acontecer nunca a escassez.
Quando então, quase tudo que se relaciona ao petróleo, simplesmente será abandonado e irá virar sucata. E nenhum outro modo de vida foi seriamente considerado.
Estaremos num beco sem saída.

O sistema capitalista impede olhar para o futuro. Enquanto o petróleo está barato, não se pode pensar em coisas mais custosas. Nenhuma empresa cometeria a loucura de desenvolver e ofertar energia mais cara. Simplesmente não venderia. O petróleo barato exclui qualquer outra possibilidade.
Quando o petróleo ficar escasso de verdade, não sendo mais possível atender a demanda, o preço vai subir muito, definitivamente. Não vai ser mais por especulação ou manipulação, e sim por ele ser insuficiente. A demanda sendo maior que a oferta.
E só então irá se pensar, de verdade, em alternativas. Que não existem.

Alternativas, todas elas insuficientes e pouco desenvolvidas. Alternativas que, para serem implantadas, irão consumir muita energia. Energia esta que, em grande parte, vai ser proveniente de um petróleo caro e escasso.
Ou seja, quando o petróleo diminuir, este mesmo acontecimento, vai tolher a implantação das incipientes energias alternativas.

Os estadunidenses estão fazendo a única coisa que pode ser feita para resolver a escassez de petróleo: Estão tirando dos outros. Ou lhes entregam voluntariamente, ou serão declarados terroristas, embargados e invadidos militarmente.

O pré-sal brasileiro poderia assegurar, por um bom tempo, o nosso futuro energético. Mas, somos fracos militarmente e não possuímos sequer, uma única bomba nuclear.
Talvez seja mais prudente ceder voluntariamente. Quando então ainda alguma coisa pode ser negociada. Apesar de ser covardia e bem pouco patriótico fazer isso.
Melhor do que perder tudo, mediante imposição militar estadunidense. Como aconteceu no Iraque. E vai ser com qualquer país fraco, que recusar entregar o seu petróleo.
Não é à-toa que a quarta frota estadunidense foi reativada!

Mas o caldo vai engrossar mesmo, quando outras grandes potências sentirem que irão ficar sem esse precioso combustível, Japão, Alemanha, França, Inglaterra, China etc.
Aí vai ser briga de verdade. Uma grande merda. Do diabo.

fonte: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/09/455374.shtml



É que ele não recorre a um sujeito pensante universal, mas, ao contrário, invoca uma raça singular; e não se funda numa totalidade englobante, mas, ao contrário, desenrola-se num meio sem horizonte, como espaço liso, planície, estepe, deserto ou mar. Estabelece-se aqui outro tipo de adaptação entre a raça definida como "tribo" e o espaço liso definido como "meio". Uma tribo no deserto, em vez de um sujeito universal sob o horizonte do Ser englobante.
- Giulles Deleuze e Félix Guatarri, Mil Platôs - esquizofrenia e capitalismo volume 5.

O paradoxo aparece como destituição da profundidade, (...) O humor é esta arte da superfície, contra a velha ironia, arte das profundidades ou das alturas.(...) É realmente este o segredo do gago e do canhoto: não mais penetrar, mas deslizar de tal modo que a antiga profundidade nada mais seja, reduzida ao sentido inverso da superfície. De tanto deslizar, passar-se-á para o outro lado, uma vez que o outro lado não é senão o sentido inverso. (...) É seguindo a fronteira, margeando a superfície, que passamos dos corpos ao incorporal. (...) o mais profundo é a pele."
Gilles Deleuze (in memorian), A lógica do sentido - grifo do autor

Hoje de manhã eu acordei, estavam jogando pedras no meu telhado. Não vacilei, peguei meu maço de flores e joguei pétalas em todxs que ví pela frente!
Wanderlynne Selva, Cartas Vindas do Acre

Algumas coisas que acho importante notar sobre esses novos festivais. E, pasmem, não é o dinheiro, fonte de todo o mal. Algumas questões que considero construtivas a respeito desses substodos: durante o quatro clamei que se saísse da ordem cronologica cartesiana, que fizessemos o sub>12, ou subbelem, ou qulquer outra coisa... essa numeração é a coisa mais careta do mundo. algumas pessoas o batizaram de sub>belem, mas muitas ainda o conhecem como sub>4 (eu acho que nao eh, ja tinha extrapolado isso. Entao, quando vejo que o projeto proposto ta com nome de sub>5, reitero meu pedido... saibamos sair desse desnecessário plano cartesiano! Outra coisa que penso: submidialogia sempre foi um festival que se fez com pouco dinheiro e muito esforço, em especial para esse ultimo que até venda de cerveja rolou. se acho isso bom ou ruim, não pé julgamento meu. os acontecimentos são assim: não vivem no cronos, os presentes subsequentes.... constituem-se no aion, o futuro e o passado que se interlaçam, infinitos... acredito que se ousarmos organizar um outro festival submidialogia com esse dinheiro da petrobrás achando que estamos organizando um mesmo submidialogia, estaremos cometendo um erro infantil frente aos detentores do poder e estaremos, concomitantemente, segundo a segundo, finalizando com a dissolução em pleno ar dos outros eventos construídos até aqui. E talvez seja essa mesma a intenção implícita dessas ferramentas mesmo, o tal do recurso. E como o mundo se dá em mil platôs, esse universo de devires em agenciamento, penso em algumas questões e apresento algumas soluções: Notório que o petróleo é uma causa de muitos males no planeta. Do monóxido à sacolinha do supermercado. Acho que, antes de tudo, os próximos submidalogias não precisam criticar abertamente, cheio de ódio e falta de educação, a petrobrás, que dá o dinheiro. Mas acredito em uma solução de termos tres eventos voltados a energias verdes e sustentáveis e alternativas de desenvolvimento, de vida, não importa em qual plano. E que façamos isso com muito humor. Extrume de vaca dá energia! Vacas da petrobrás cagando! vamos usar e abusar do logo da petrobrás, com astúcia, bom humor, criatividade e, principalmente, críticas construtivas, que de gente niilista e umbiguista o mundo já está saturado. E acho importante as propostas de nosso amigo ruitter, que embora goste de propagar o ódio como ferramenta revolucionária, um dia vai aprender que a alegria é o segredo da revolução. Ou que o segredo da revolução é a alegria. Via campesina e soluções de agroecologia, tarifa zero e suas propostas de um transporte publico melhor para um planeta com menos monoxido, trens a ar, motores a agua, biologias das despoluição de rios e tudo o mais. E aidna damos um enfoque em economia, pra até a petrobrás se interessar.... economias e ecologias do verde... Metarecicle-se. Podem fazer parte da produção ou da programação, de um ou mais eventos. Isso fortaleceria uma continuidade de submidialogias. Que venham as pessoas de tefé, de córdoba, de buenos aires, de honduras, do mexico.... qual o diálogo que a mídia contemporânea, em todos os seus canais e sub>canais, tem com essas alternativas, em seus países e bairros e localidades? quais as aletrnativas que estão sendo tomadas? quais as industrias que não tomam alternativas nenhuma? e segue a carruagem, platô a platô....
Esses parágrafos são para serem lidos em qualquer ordem, arpecie sua própria capacidade mental... O sub sempre surgiu da necessidade da lista, foi surgindo as realizações. este, vem ao contrário. como lidar com isso? voces sao subversivos o suficiente? Sou altamente a favor de criarmos um fork (http://pt.wikipedia.org/wiki/Fork) da lista submidialogia, e fazermos tres festivais a partir desse fork, os $ubmidialogia$ - alternativas energeticas e de desenvolvimento e sua promiscua relação com os meios e o público. Lógico que todas as pessoas daqui estariam convidadas a fazerem parte desse fork. Seria mais uma alternativa para replicar as submidialogias, ao invés de pulverizá-las sob o já velho machado da teoria marxista.
Giseli foi a primeira que me falou. E vos repito: proliferem... façam seus próprios festivais...
Ações de criatividade e humor serão muito apreciadas também.


passados
submidialogia#4 / 2009 Belém
http://submidialogia.descentro.org

submidialogia#3 / 2007 Lençóis
http://submidialogia3.descentro.org

submidialogia#2 / 2006 Olinda
http://submidialogia2.descentro.org

submidialogia#1 / 2005 Campinas
http://radiolivre.org/submidia/submidialogia
(site aprendido pela polícia brasileira + holandesa)

Relatos, fotos e áudios das últimas edições
http://pub.descentro.org/submidialogia_o_estudo_da_subversao_dos_meios
http://fotos.descentro.org/v/submidialogia/
tag submidialogia no site comercial estadunidense flickr
http://www.flickr.com/search/?q=submidialogia

Contribua!
https://lists.riseup.net/www/info/submidialogia==

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